Nem toda felação precisa de uma relação

Um brinde ao “Felacionamento”

Adèle havia sonhado com ele naquela manhã. Ele era realmente muito, mas muito interessante. E talvez amigo do ex que ainda a fazia sofrer. Adèle era sexualmente livre, e pervertida… Ele também. Naquela manhã ela havia contado a ele do sonho. Ela se excitava muito com seu jeito “pervertido rock and roll”.
Sentaram, conversaram… Beberam. Falaram sobre literatura… Guilherme de Almeida, Pablo Neruda, Osho…
Ele disse, vou contar uma coisa, comprometedora, tenho vergonha… Adèle disse, pode contar, eu suporto. Eu tenho o DVD da Madonna. Riram muito…
Resolveram parar o carro na frente da casa dele. Muito calmo, nenhuma viva alma na rua. Menos ainda naquele dia, do carnaval mais famigerado da região.
Maurício era um cara boa pinta mesmo… Convidou-a para entrar e ver o DVD da Madonna, e acertou, ela gostava mesmo muito da Madonna.
Ela entrou no quarto… Inacreditável, paredes vermelhas, fotos, uma TV, som, discos, DVD’s. Ela, tirou os sapatos, e deitou-se confortavelmente na cama, enquanto ele alcançou uma almofada. Copo… Um cigarro, tequila com gelo. Um livro… Erótico.
Risadas descontraídas. Um beijo na boca. Maurício sentou-se no chão. Cabelos claros, olhos também. Charly García… Tudo fazia do momento algo irresistível. Ela olhou pra ele, e surpreendentemente deslizou da cama para o tapete para beijá-lo… abriu sua calça e dentro dela, encontrou exatamente aquilo com que havia sonhado naquela manhã. O pau de Maurício. Duro. Grande e grosso. E, como já houvesse sonhado. Segurou-o e beijou-o com vontade… E começou a sugar. Isso lhe dava muito prazer… Seus olhos brilhavam. Ela o convidou para a cama. E ele cedeu a seus caprichos. Ela sentou e ele de pé permitia-lhe um prazer maravilhoso. Chupar seu pau duro até quase a exaustão. Começou a não suportar mais aquilo, ela o chupava e ele com as mãos lindas, acariciava sua xana, que sim… estava muito molhada. Ela não podia gemer muito alto, nem gritar, haviam pessoas na casa. E, decerto, dormiam… Ela o beijou e ele deitou quando instantaneamente ela disse: “Promete pra mim que goza na minha boca?” Maurício aceitou… E ela enfatizou: Tudo, e eu vou tomar até o fim.
Seguiram com a batalha. Camisinha. Penetração… (será que penetração tem a ver com pene?). Ele deitou-se e ela, com cuidado, colocou a camisinha, de morango. Viu aquele corpo, ali, deitado… Pau duro. Não teve dúvida, sentou-se bem devagar para iniciar de novo uma outra batalha. Um movimento intenso, relaxado, mas intenso… Ela gemia baixo, escondida, no ouvido dele, as paredes vermelhas, fotos e luzes especiais, tudo servia de testemunha daquele ato. Ela tinha vontade de gritar, mas, com apenas sentir a resistência a entrada e saída do pau de Maurício ela sentia-se feliz… Normalmente ela teria sido mais violenta, mais rude, mas ele estava machucado… E ainda assim, ela gozou na posição favorita. Trocaram de posições, de camisinha.. uma, duas… na terceira camisinha ele disse: “Fica de quatro pra mim?” Mais uma vez Adèle não hesitou, virou-se e deu lhe o traseiro. “Posso comer teu cuzinho??” “Não, não…” então, com ela de quatro, ele entrou forte em sua buceta ainda mais molhada do que antes…
Puxava com vontade, agarrava com força, tocava seus seios.
Até que ele diz… “Agora eu vou gozar na tua boca”. Prontamente ela se vira, tira a camisinha e começa a chupá-lo novamente, sem dó. Em alguns instantes ele diz: Eu vou gozar… E dá a ela o esperado presente… Sêmen, na boca, quente, e de um jato só.

O resto é silêncio…

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Negrita (para mí, por Andrés Calamaro)

“Negrita, el corazón me grita
me pide que vuelvas de una vez
una vez tuve una vida
no era fácil pero era mía
y ahora me falta lo más impotante
no quiero ser el estúpido que llama
a partir de las tres de la mañana
pero negra, es mi corazón que se desintegra
porque me falta lo más importante
siempre supe que sin usted no podría sobrevivir
es más hambre que hambre más sed que la sed peor
necisito escuchar tu vos volver a sufrir y a vivir
por mi negrita
¿ no vés cómo el corazón me grita y el techo se me cae encima?
porque me falta lo más importante
una vez en buenos aires me dí cuenta que existen las fantasías
pero también existe el amor verdadero
sin ese no puedo seguir entero
porque me falta lo más importante
perdón otra vez si no lo dije a tiempo
odiado perdón por no estar dónde tenía que estar
te pido otra oportunidad
creo qu supe esperar
si no das una señal
voy a tener que aprender a vivir
otra vez voy a aprender a los golpes a recibir
tal vez elija mil veces el mal camino
voy a tener que aprender a vivir otra vez
para mí la fiesta ya se terminó
nada de sexo frío
nada de amor
un poco de drogas y rock and roll
y a seguir adelante con fármacos
y con aguante porque me falta lo más importante”

E nada mais de tratar como prioridade quem me trata por opção.
Porque TALVEZ eu não tenha sido exatamente o que quiseram, mas COM CERTEZA fui bem mais do que mereceram.

Why is it so hard to love one another?

“Eso que llevas en tu corazón
Yo sé también te hará feliz.”
F. Páez – Eso que llevas ahí

Um confinamento acabava de enlouquecê-la. Era o fim. Suas botas seguiam ao lado da cama.
Ela enlouquecia dentro daquela masmorra que era sua própria mente.
Sua consciência a sabotava cada dia e cada hora mais. O esmalte havia acabado, e a luz do sol era rara.
Os cabelos cresceram muito. E ela seguia pálida.
As horas passavam, os dias sem sol, abafados, maltratavam seus olhos sensíveis.
Ela fez uma trança. Ela riscou a mesa. Tomou uma água e viu sua imagem refletida no copo.
Não se reconhecia mais no espelho de sua consciência.
Mas estava confinada ali. Presa entre pensamentos vãos, entre neuroses…
Escutava uma música que vinha de longe, de fora.
Dentro de seu confinamento muitas músicas misturadas. Muitos sons, muitos sonhos e um gemido de dor.
Dor existencial. Ferida na alma. Cicatrizes que não vêm.
Sentou-se no chão, e em posição fetal chorou…
O confinamento acabou.

Conta do Google.

O Blogger ficou pheeno!

Minha mãe fugiu de casa.
Talvez porque eu tenha lhe contado que havia sonhado estar transando com meu pai.
Talvez porque eu disse que tava legal.
Talvez porque eu tenha deixado minha calcinha em cima da pia.
Talvez porque eu sempre deixe.
Minha mãe foi embora de casa.
Deve ser porque eu estava chorando.
E porque eu quis arrancar a pele dela.
Minha mãe foi embora chorando
Não sei se porque eu estava chorando.
Ou porque eu estava rindo.
Minha mãe foi embora.
Agora meu pai é só meu!