Combinamos que haja o que haja sempre nos veremos para fins sexuais, porque nós dois temos uma falta de pudor e de limites sexuais que funcionam muito bem de um para o outro.

Não é a cor dos olhos, nem a cor do cabelo, é a altura, e o tipo sexy de ser… não apelativo, nu, provocador como eu… é um sexy “slim”, Londres… Fotografia e filme pornô. Uma porta com imagens de filmes, o Maurício de sempre… Mimético.

Maurício é do mesmo jeito, maluco, tarado, descarado.

Mandou chamar-me ainda de madrugada, quando eu tomava uns goles de dry Martini. Mandou dizer que precisava me ver, e era muito urgente. A menina índia que me deu o recado me alertou que ele esperaria uma resposta. Tomei um carro de praça e fui ao seu encontro. Sabia que ele queria exatamente a mesma coisa que eu queria. Com mais força e com mais calor do que nosso outros parceiros nos davam.

Me esperava na porta quando cheguei. Em cima da mesa, uma garrafa… Tequila. Um filme… Como já fosse da casa, entrei, sentei e tirei meus sapatos. Bico fino, verniz… Como não poderia deixar de ser. Olhamos alguns folhetins… nudez total, cenas de sexo explícito, meia luz…

Respirou na minha nuca, tocou meu colo nu. Como sempre. Sempre tocava, e meu colo sempre estava nu. Mais que depressa comecei a tirar as peças de roupa que insistiam em cobrir meu corpo, e ele, imediatamente colaborou. Tirei as vestes dele também. E tomei seu membro em minhas mãos. Duro, e muito grande. Me perguntou se meu último “affair” não sabia me tratar bem… Ele sabia e isso bastava. Não podia ver seu pau, ali, olhando para mim, comecei a chupá-lo com força, e muito, porque gosto assim e preciso disto para satisfazer minhas necessidades. Ele, me abriu as pernas e se posicionou exatamente entre elas… Colocou o pau dentro de mim até o fundo, e, com uma pau daqueles o fundo era logo ali… entrou sem pena enquanto me lambia os seios, e me acariciava com fome, com sede, com desejo…

Puxava meus cabelos e dizia coisas. Muitas coisas. De como gostava, como me queria. Como me comia e como eu era puta dele, pra ele, e com ele. Me encantava ter nas palmas das minhas mãos seus cabelos cacheados, e puxá-los para que eu pudesse morder seu lábio inferior…

Virou-me de bruços. Em um instante, me disse: “Vou comer teu cu”. E eu relutei… Bem lubrificada que estava não tive como reagir aos encantos… Maurício e seu pau tão duro… Doeu, mas… valeu à pena. Abriu minhas pernas e alinhado bem no meio começou devagar a me penetrar… mais, mais… até que enfim, estávamos enlouquecidos praticando um ato tão impuro e prazeroso. A dor também causa prazer…

Apertava minhas nádegas e eu sentia sua respiração ofegante enquanto ele descia com o corpo pelo meu dorso e acariciava meus seios. Falava baixinho… Haviam pessoas no resto da casa, e seria constrangedor encontrar uma estranha que aparece no meio da madrugada, impura, separada que vem apenas fornicar com o irmão mais novo.

Ao final gozamos, e gozamos muito. Um gozo estocado, guardado de um para o outro.

Nos deitamos… Assistidos pelo tapete… pelo espelho e pela meia luz do abajur. Adormecemos… Tive que deixá-lo. Dormir juntos, não faz parte do trato, ao menos não ainda. E não assim.

Saí caminhando. Sutiã na bolsa. Um cigarro aceso… Perfume.

“Tu sempre és cheirosa assim…” e recolheu o jornal…