If u wanna know

Corto o que me faz mal.
Conservo o que me faz bem.
E esta conservação é um ato de amor, é feita de carinho, é feita de momentos, é feita de explosões.
Explodo sempre que necessário.
E o meu “necessário” pode não coincidir com o teu. Mas respeita, ambos.
Não gosto de marrom e bege, por favor, não me obriga. Quando eu digo “não gosto” é porque não quero negociar meu gosto.
Gosto de dirigir, dançar, comprar pulseiras e sapatos, comer pimenta, dormir abraçada.
Preciso de tempo, espaço, casa e mais sapatos. Preciso de abraço, mordida, beijo e sexo … Se é sempre com a mesma pessoa? É. Não enjoa? Não. Mas tu não estás preocupado com isso não é mesmo?
Resolvo meus problemas. Resolvo problemas alheios. Jogo telefones pela janela. E não banco sensações que não são minhas. Não carrego culpas e nem traumas alheios. Sempre que preciso de ajuda, eu busco. Se não é suficiente, busco de novo.
Sou perseverante, insistente, mas não sou uma pessoa que se vicia fácil.
Não gosto de remédios, gosto de sensações sem química, até o limite do meu corpo.
Trabalho com saúde. Com pessoas. E isso eu levo muito a sério.
Eu sou profesora. Meio psicóloga, meio maluca.
Gosto de tatuagens. Zípers, presilhas de cabelo, sapatilhas. Tênis e pijamas. Gosto de telefone, e uso muito, bem mais do que a maioria acha normal. Mas a maioria normal faz coisas que considero perfeitamente absurdas, e eu nunca me importei com isso.
As pessoas falam. De mim, de ti, das nossas mães e das nossas cores. O problema é DELAS. Todos podemos falar. Só tem que assumir e bancar. E deu.
Sou simplesmente fã da autonomia do paciente, da responsabilidade emocional, da independência, do livre arbítrio. Todo mundo pode fazer e faz aquilo que quiser, desde que seja também responsável pela consequência.
Eu não achei a reforma ortográfica muito legal. Mas tô tentando. O que eu penso, neste caso, não altera nada de nada.
Eu tinha medo de casamento, de união estável, de relacionamento sério. Não que tenha perdido o medo, mas ele encolheu.
Eu gosto de cinema. Sempre ia sozinha. Me acostumei desse jeito.
Gosto de trocar a cor e o tamanho do meu cabelo.
Quero uma coleção de perucas.
Quero ir pra Buenos Aires sempre que me der na veneta.
Tenho pai e mãe. Juntos. Nós nos amamos, não precisa invejar, se quiser a gente te ama também.
Tenho uma irmã. Ela é minha, e quem reclama dela sou eu, se tu o fizeres… Eu vou me incomodar.
Tenho uma filha. Ela é linda e especial. Fiz parto normal, sim, e doeu pra caramba. Recomendo. É dor, mas a gente esquece logo. Cada um sabe o que é que dói.
Tenho poucos e bons amigos.
Muito poucos mesmo, mas são realmente muito bons.
Sou antipática.
Não é timidez. É falta de vontade de sorrir pra qualquer pessoa. Não vou cobrar simpatias de ninguém também.
Meu namorado é meu. Eu sei e ele sabe, cabe aos demais se darem conta.
Não é posse, é cada um no seu devido.
Aposto que quem é espaçoso com namorado alheio não sabe como pode doer ser vítima de um esculacho público… Mas, acho desnecessário. Porque eu sou fina. E tenho self and pussy control. Até quando não sei.
Tenho um ciúme ridículo. Desses que são poser. Posso dar um ataque só pra fazer cena. Sabe como é, quando a gente é do teatro uma vez…
Não discuto coisas que sei com pessoas que não sabem. É arrogante? É! Tu achas arrogância um defeito? Ai, que dó. Eu acho um loosho. A arrogância é uma forma porteña de ter um excesso na auto confiância que faz quem não confia em si se sentir menosprezado sem motivo nenhum.
Muitas pessoas se ofendem menos com “Tu és ignorante” do que com “Eu sei mais disso do que tu”, o fato de eu saber não impede ninguém de aprender e não faz ninguém burro. Eu sei. Ponto. É fato.
Aprendi nesses bons anos que tenho que as pessoas saem da colônia, mas a colônia não sai das pessoas. Olha, sem preconceito, mas é. É sim.
Eu ofendia as pessoas no trânsito, mas estou controlada.
Conheço bem o valor de um sim e de um não.
Tem uns que gostam, uns que não.