Das transições instantâneas

Dolores andava caminhando em nuvens.
Outro dia avistara um charmoso senhor de cabelos grisalhos na faculdade.
Enquanto ela o olhava, o namorado, que agora passava ao estágio dois da relação, e que dirigia no momento, o que agora era marido, sim ou sim. Com ciúmes disse que não olhasse tanto. Ela respondeu, eu sei que o conheço, e o vi por estes dias, mas definitivamente não lembro quem é.
Na outra semana, a bonita, de óculos, se dá conta: Era o oftalmologista, ele tinha razão, faltavam-lhe os óculos.
Dolores tinha agora fazendo parte dela os óculos, e o namorado, que acabara de virar marido.
Reconhecia-se nele, e o reconhecia nela. A cumplicidade alcançada e os bons momentos juntos faziam com que eles fossem completamente diferentes dos demais. Fotos, histórias, casamento na chácara, conversas paralelas, e um toque na perna, representavam então o que significavam um para o outro. Ele a acoradva para o café, ela preparava-lhe o jantar, curava as suas feridas, ele fazia nela cafuné até ela dormir. Eles eram um casal, una pareja, a couple, uma dupla, eram efetivamente uma equipe. Funcionavam zilhões de vezes melhor juntos do que separados.
Buscando os cigarros no intervalo, Lô imaginou que ele os tivesse levado consigo para o trabalho. Tomou um mokaccino, que era bem dele. No final da aula, para sua surpresa encontra a carteira de Marlboro Light no bolso lateral da mochila… Ele nunca a deixava sem cigarro.
Faziam amor como sempre, mas íntimos como nunca.
Numa dessas manhãs, ele havia dito que depois de tantas coisas em sua vida reconhecia, sim, que ela era sua metade, que era a mulher de sua vida, e que a amava, com a certeza de que todos os sacrifícios sempre foram válidos.
Só quem encontra um amor de verdade sabe. Eu não sei, mas a Lô sabe.
Tudo mudou de repente. Fortaleceram laços, estreitaram a relação.
Assistiam tevê uma vez por semana. Filmes mais. Se saíam, saíam, e se não, tudo ficava normal. Cuidavam um do outro. Cuidavam de si mesmos.
Sabe-se dos dois que aliavam o que era carinho e amor, com a mais nobre putaria e sacanagem a que só dois amantes são capazes de suportar. Ela era a matriz e a filial, e todas as filiais, ele era o homem, marido, amante. Era também o comedor. A parte melhor é que os dois arianos tinham para si todas as possibilidades e variantes, como se fossem muitos, e eram o mundo, e só eles dois. Abraçados, com uma coberta de pena de ganso dormiram cansados e nus. O resto é silêncio. (ou intriga da oposição, diria eu)

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¿ Vieron la estrella fugaz ? ¡ Qué divina !

She’s Mine
L y M – Fito Páez


Hoy caí
En madrid
Y por casualidad, por casualidad
Pienso en ti
Strawberry fields
Que importa la verdad
En plaza mayor
En puerta del sol
Las chicas van igual…
En parís
En berlín
En cualquier lugar
En cualquier ciudad
Pienso en ti
Yo muero por tí
Que importa la verdad
En río, en bonn
En constitución
Las chicas van igual…
Vi tu foto y me dormí
En una habitación
Vi tu foto y me dormí
Hoy caí
En madrid
Y por casualidad, por casualidad
Pienso en ti
La vida sin fin
Que importa la verdad
She’s mine, she’s mine
She’s mine, she’s mine
Después me voy
Yo necesito de tu amor
Adonde voy, adonde voy
Yo necesito de tu amor
Después me voy, adonde voy
Yo necesito de tu amor

( ¿Vieron la estrella fugaz? ¡Qué divina! )

Vi tu foto y me dormí
En una habitación
Vi tu foto y me dormí

Buen video, buen tema. Lo recordé porque juntos fumando mirábamos al cielo oscuro y vimos una estrella fugaz, entonces me acordé de lo que me dijo Fito algún día en 1992.
Times are changin’ they’re changin’ for me.
Hay algo en el mundo que me lleva directo a dónde explotan las estrellas y me hace temblar las piernas. Por dormirte cada noche entre mis brazos. Es algo del amor, depués del amor. Es sólo una cuestion de actitud.
Ve mis pupilas decubriendo algun Chagall en el invierno creo del 2009.
Y oye mi sonrisa que ilumina, el estudio y la cocina entre las tazas y el café.
No reímos, lloramos, compartimos cortos silencios, análisis de temas, de pelis, de personalidades. Compartimos la cama, la cerveza y los puchos.

Cerati dice que:

Cuando lo crea oportuno
abrir…
abrir un hueco en el futuro
fundir…
fundir mi sueño con el tuyo
por fin…
y que por fin seamos uno
uno
uno entre mil

¡YA LO SOMOS!

He visto a Lucy – Gustavo Cerati

“He visto a Lucy
Cuando entró a la habitación
El espacio se curvó
Vimos luces, y el metrónomo de Dios
Puso el tiempo en suspensión
UHH, el tiempo en suspensión
UHH, el tiempo en suspensión.

(Nos sentamos en la cama
Nos moríamos de ganas)

Tan liviano
Su vestido me encendió
Hasta quisiera usarlo yo.
Un mar de fuegos, entre nubes de vapor
Y aún no oíste su versión
UHH, no oíste su versión
UHH, no oíste su versión.”

CACHORRO VELHO

Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho vira-lata com ela.
Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.
Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço ..
O cachorro velho pensa:
-‘Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ….
Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: -Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.
-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!
Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum…
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:
-Aí tem coisa!
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -‘Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!’
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:
-E agora, o que é que eu posso fazer ?
Mas, em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe…) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:
-‘Cadê o filha da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca! ‘
Moral da história: não mexa com cachorro velho… idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga.
Sabedoria só vem com idade e experiência.
Eu digo: O tempo passa igual pra todo mundo. A bunda cai, as rugas vem, o peito cai (o meu nem tanto!! aeeee), mas a velocidade do tempo é igual pra todos, aproveita teu tempo, sem subestimar quem tem mais tempo do que tu. Porque o tempo é a única coisa que passa a uma velocidade igual pra todo mundo, sessenta segundos por minuto, e fim. Podes acumular experiências, mas jamais vais modificar a ordem das coisas. O tempo é assim! O negócio é se conformar, aproveitar para evoluir ou reclamar o resto da vida por ser uma criatura imatura num corpo passado.
Quem tenta enganar um cachorro vira lata (de classe) e velho (mas com tudo em cima), pode, e se for um cachorro sábio com certeza vai levar uma chacoalhada e depois vai sofrer a consequência! É assim, sim.
Filosofia de novela: Aos mais velhos não se julga, se obedece!

O amor vinha sem medo. O amor era leve. Leve e grande.

Dolores era a dona de si mesma, e quando uma pessoa é dona de si não manipula e nem tenta afetar as vontades alheias. A segurança gerava maturidade. E um amor maduro é o que todos desejam. Pelo menos os que sabem amadurecer, os que querem, e os que bancam a maturidade.

Lô já tem 29, ele 32… “Cecília sabe tanto de la vida, porque há vivido tanto como yo…” Eram poucos anos de diferença. Corpos afins, como no Kama Sutra. Ela dominava assuntos, entendia de cinema, literatura, arquitetura e pintura. Ele dominava os mesmos temas, e o que não dominava se permitia aprender, exatamente como ela, que já sabia até para que servia um Direct Box. Eles se viam e não conseguiam se deixar. Já fazia mais de uma semana que estavam juntos… Sem brigas, porque eles só brigam quando estão afastados. Ela dizia: Quero! Ele dava. Ele dizia: Me dá! Ela dizia: Agora. E assim passavam os dias e as horas e eles se olhavam e sabiam o que o outro pensava. Um comentário, uma mão na perna, um olhar. A camisola branca…

A intimidade fez Lô ficar mais sexy, ela era dele e ele sabia disso. Se ele tivesse vontade de colocar o pau pra fora e gozar em Lô, com certeza ela já estava toda arrepiada e louca para que ele o fizesse. Se ele dissesse: “De quatro aqui na beirada da cama”… Ela não hesitava em descer o jeans até o joelho para que ele pudesse penetrá-la. Dolores gostava disso, precisava. Gozava. Ela tinha calafrios enquanto trabalhava na repartição pensando no que havia acontecido justamente antes de sair de casa. Sim, porque ele se refugiava nela quando as coisas complicavam, porque ela era uma mulher que entendia como homem. Lô não sofria de xiliques, faniquitos e vergonhas. Amava e isso era o centro. Se amavam, e isso era tudo. Transavam sem fechar portas ou janelas, se chupavam, se lambiam, se estavam juntos, sozinhos, não tinha luz e nem porta. E antes de ir trabalhar naquele dia chuvoso, ele deu a ela o que ela mais gostava, e foi exatamente a mesma coisa que ela deu a ele, o que ele mais gostava. De quatro, a bunda parece um coração. E ele segurava forte o quadril, e ela se arrepiava toda. O que dava a ele o sentimento de posse mais doce que ela, que era tão livre, havia conhecido. Decididamente, ela era dele, e ele era dela.

Passaram-se os dias, e eles riam das tolices, dos próprios erros, não se machucavam, não se corrompiam. Se amavam. Carnal e afetivamente. As almas ligadas. Se ele não estava bem, ela não conseguia dormir. Mas ela dormia no braço dele, com tanto direito, com tanta propriedade… Ela gostava mesmo era do beijo na testa, do calor da mão e da língua, do cheiro de suor. Quando ela acordava e via que ele estava ali, olhando pra ela… Eram felizes, e nada mudaria isso