sobre rótulos

Vou achar um rótulo para aplicar na minha testa, ficar na prateleira, ouvindo e lendo toda essa besteira, sentar, tomar um mate e deixar cair a chuva dentro do balde que ficou lá na rua.
Absorvendo o café, o filtro tornou-se de um tom marrom escuro, as palavras terapêuticas encheram os olhos de lágrimas que caíam sobre a duna branca e nela deixavam marcas, o barco que vinha pescando ancorou próximo às rochas onde havia uma cadeira, nela, o vazio de não ter ninguém sentado. O guarda sol, que não guarda o sol apenas guarda chuva e solidão absolutamente incondicional.
Prazer, amor e um pedaço de chocolate, amargo, mas tão amargo que chegava a parecer mais denso do que de costume. As nuvens calmas passeavam pelo céu violeta lilás da luz dos teus olhos ….
Dormiam sobre nossas camas gatos siameses, espreguiçando-se em movimentos sexys e lânguidos, respirando a fumaça de um cigarro fumado por um homem de chapéu que assistia a tudo apoiado à janela do mundo de cristal.