o ano novo…

não existe, talvez nunca venha a existir nada em especial em “viradas” de ano, é uma mudança simples e básica no calendário, na agenda, na folga de cada um. dos que seguem o nosso calendário cristão. nada mais é do que acordar num dia, dormir no outro e ter uma mudança HUMANA no meio. porque nós, os humanos, que inventamos os calendários. logo, não sei se tenho muito a pedir. tenho uns anseios, e vontade de que coisas aconteçam, e alas apenas acontecerão se eu trabalhar, me esforçar e desejar de verdade. e por que então todo esse frisson? forma-se entre nós uma corrente de energia, onde todos pensamos em coisas boas, esquecemos de coisas ruins, aproveitamos nosso tempo para fazer um balanço do que tínhamos, fazíamos e queríamos em 2011, e o que realizamos em 2012 para renovarmos em 2013. vou seguir o que eu fazia, claro que no meio tem mandinga, que eu vou comer lentilha, que eu vou abraçar quem eu amo e estiver perto de mim, claro que vou mandar um beijo, um abraço apertado pra quem não estiver junto. mas sei que o grande segredo é se encher de luz, e emaná-la ao universo, ele vai se encarregar de distribuir tudo, entre os que estão aqui, os que estão na praia, os que possuem corpo físico e os que já não mais. vou sentar quietinha, vou me questionar sobre o que aprendi, sobre o que eu consegui, que respostas recebi e quais foram os questionamentos que fiz. vou rever valores. apesar de algumas coisas que não podemos mudar, aproveitamos o 2012 com toda sua loucura e imposição, dormimos, sonhamos, sorrimos, choramos. perdi muitas vezes a paciência e muitas vezes a esperança me escapou. procurei gentileza e humanidade em lugares onde só vi descaso e coisificação. passaram por mim alunos, colegas, pessoas. recebi homenagens, prêmios, descobri amigos novos, diferentes dos anteriores. voltei ao teatro, pintei o cabelo pelo menos 15 vezes, revisei textos e pensei muitas vezes em largar tudo. muitas vezes chorei de raiva, outras de saudade desesperadora, outras vezes chorei sem motivo até soluçar. segurei minha onda entre rebeldias de alunos, de filhos, de marido, de família enfim. ganhei uma gata, aprendi a amá-la, e de tanto amá-la acabei ganhando um segundo gato. eu abracei forte tanta gente, e recebi tantos abraços fortes e especiais, vi gente morrer, vi gente nascer, vi o amor brilhando, e a esperança de um mundo novinho para cada criança. eu chorei em solidariedade, eu ri muito, eu bebi, eu fui a mãe, a professora, a filha a irmã e até um querubim que falava alemão como a vó. comprei meu primeiro carro zero, trabalhei sem receber, e até recebi. e as únicas coisas que eu posso dizer disso tudo é que: não teria feito NADA sozinha, isso também vai passar, e que a gente recebe aquilo que emana. sei também que nossas vidas terão dias ótimos em 2013, e eles serão poucos, terão uns dias péssimos, e por sorte, serão muito poucos, e no mais teremos dias normais, de levantar da cama, batalhar a grana, abraçar quem está perto, ouvir um desconhecido. não desejo nada de de special, apenas que tenham força para lutar, vontade de evoluir, e que possam aproveitar ao máximo os dias normais. ou passaremos a vida toda como um dia de semana, esperando o sábado chegar, e aí a gente perde toda a graça do cotidiano, do simples, e do comum. não façamos promessas para 2013, nem esperemos que a coisa mude por conta própria. para cada um eu espero que possa se apropriar de seus espaços, de sua importância e lembrar que o ano muda, tudo mudo, mas quando a gente muda, o mundo muda com a gente. um beijo e um upa de urso, a quem gosta de mim, e a quem não gosta também, eu tenho carinho pra isso tudo!

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