pela porta

pela porta

mais uma vez eu tentei. vai saber, quem entende. não acho graça em nada disso, e deve ser exatamente por isso que a tentativa é válida. parei no meio, sei lá, medo, pavor, consciência. eu tava parada, ali, sozinha na sacada. olhos fixos no horizonte, e caminhei, contra o parapeito, deixei a metade do corpo cair. a campainha tocou. os pés quase não encostavam no chão frio da sacada. dei um golpe com o peito, dobrei os joelhos. voltei atrás. fui até a porta, não havia ninguém.