Pero al fin, si es amor…

cruzará huracanes y tormentas….

por fin alejarme del tiempo perdido, del tiempo mal usado, de la ofensa por la ofensa.

a reponer fuerza frente al mar, a pensar y pensar en pensar.

a ver el sol que entra por el hueco, y baja llevando el dolor, mientras dibuja una serpiente emplumada.

mexico está ahí, eperándonos, de brazos abiertos,

el mar color azul verdoso, o verde azulado, turqueza o agua marina, justo para combinar con mi pelo, que se alegra por el homenaje. o al revés, que es más posible. 

ya nos veremos en el paraíso. ya está más cerca. no dormiremos, estoy segura. pero mañana, a esa misma hora, estaremos frente al mar, bendiciendo nuestras vidas, bendiciendo lo lindo que es vivir. una ode al amor, al buen vivir, sin remordimientos, sin rencores, abandonando hoy, aquí, todo lo que nos hace mal.

para que vivamos, felices.

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BookCrossing

BookCrossing foi a boa do final de semana. Sem registros, sem apegos.
Lucía se chocava ao ver os livros da bruxinha na estante da casa da sogra.
Arrepios de nojo. Asco. (Achava que sairia sebo dos livros, gordura e flacidez, quem sabe eles guardavam uma maldição?) Ele sugeriu fazer uma fogueira. Mas Lucía não gostava da ideia de queimar a Ilíada, livros didáticos, Dickens, e outros clássicos.
Juntou tudo, levou-os a uma praça na frente de uma escola. Eles ficaram lá, imóveis, parados
sobre as mesas com tabuleiros de damas.
No parque grande, aquele em que tanto passearam naquelas quentes manhãs de verão, Lucía, com a ajuda do marido, espalhou os livros sobre os bancos, onde os punks cantavam músicas que eles não sabiam cantar.
Fez questão de deixar os nomes nas folhas de rosto.
Como não estavam nunca na casa da sogra, os pertences da ex, aquela gorducha (e os livros eram o melhor que pudera oferecer) ficaram adormecidos na estante. Mas Lucía não passa por uma estante de livros sem tocá-los, e isso dava nojo. Melhor a estante mais limpa. E assim ficou.